Jurassic Park, ou Parque dos Dinossauros como é chamado aqui no Brasil, teve sua estréia nas telonas brasileiras em 26 de Junho de 1993. Ganhou Oscar de melhor som, efeitos visuais e sonoros; E também ganhou prêmio do Grammy Awards de melhor trilha sonora em 1994.

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       Jurassic Park desbancou bilheterias em vários países como filme mais assistido do ano e até mesmo foi categorizado como um dos filmes de maior bilheteria até os dias de hoje, segundo o canal à cabo Universal Channel no programa What’s On.

       O filme até hoje é lembrado e usado como exemplo de filmes de melhor ficção científica. E esse filme fez mais do que somente sucesso! Ele até ganhou um parque só dele. Esse parque fica na Universal Stúdios em Hollywood. Também existe um parque temático no Japão e em Singapura. Ambos também são da Universal Stúdios. O filme ocupa o ranking de 19° filme de maior bilheteria até hoje. O parque Disney Animal Kingdon também é em homenagem ao filme Jurassic Park e também leva o mesmo – Ride)

        Steven Spielberg inovou na maneira de fazer filmes. Ele tornou possível, um dinossauro, ser o personagem principal. Algo que jamais havia sido feito em toda a história  cinematográfica sem contar que ele introduziu os efeitos especiais e acabou fazendo parte da história de todo o cinema. O sound designer Cary Rystrom, usou dos artifícios de Foley usando sons de animais que já existiam. Todos os sons são enviados e reproduzidos por um teclado, onde um técnico de som pode fazer misturas de sons e frequências até que atinja o som desejado. Fez efeitos digitalmente, até mesmo os que captou embaixo d’água e, mixou para transformar os sons em sons que fossem mais realísticos para dinossauros. E, falando sobre esses efeitos, irei aproveitar o momento para citar sobre foley.

       “O Foley é um processo específico para cinema. Jack Foley inovou ao interpretar literalmente o som. Sua ação é muito mais específica que a de um sonoplasta ou contrarregra. Um exemplo é o filme Psicose, para a qual o foley teve que esfaquear diversas frutas e sete tipos diferentes de melão para achar o som apropriado para a cena da banheira. Um foley utiliza também a mímica. Enquanto um sonoplasta pega qualquer sapato e bate sobre uma mesa, o foley interpreta vendo as imagens do filme, no mesmo ritmo, com o mesmo tipo de sapato. Os sons produzidos pelos foleys são mais vastos e muito mais específicos que os que produz um sonoplasta.”¹

          A equipe de edição fez uma vasta coleta de sons de todos os tipos de animais vivos. Depois de coletar os todos os dados necessários, cria-se então um banco de dados de cada som para cada momento, esses sons são carregados e então através de um teclado, pode-se produzir os sons desejados. Afinal de contas, ninguém saberá nunca como seria o som de um dinossauro, então nessa hora, deixamos nossa imaginação fluir e nos dedicamos a fazer com que combinem com os animais. Ao ler várias matérias sobre como fora feito os sons dos animais, pude ler e não conseguir  deixar de achar graça devido a ousadia e tamanha criatividade. Veja só, usaram até sons de animais em seus momentos mais íntimos. É ou não é no mínimo criativo ?

          “John Williams, como sempre, foi uma peça instrumental (get it?) na concepção deste mundo. Tendo em conta outras bandas sonoras dele, há quem não aprecie tanto a de Jurassic Park. A critica é que esta banda sonora tem um som demasiado… Simples, ou clássico. No entanto, John Williams já tinha dado provas anteriormente de que tinha muita experiência e que não deixaria nenhum pormenor ao acaso. A banda sonora de Parque Jurássico tem um tom muito clássico propositadamente. É uma tentativa de dar aquele ar de aventura clássica. Tal como Indiana Jones, Parque Jurássico é uma espécie de homenagem tanto à nostalgia como também às aventuras de outros tempos.”²

           Nos dias de hoje, o cinema não existe sem som. Houve tentativas como no filme O Artista, mas não deu muito certo. O público cada vez mais se torna exigente. Não somente por pagarem aos ingressos para assistir o filme mas, também para verem a evolução dos efeitos visuais, uma imagem apropriada e uma sonoridade além das expectativas. O público adora ter o “poder” de se acharem críticos de cinema, mas se houve o interesse de se aprofundar no assunto, veriam o quão complexo é esse universo. É preciso muito estudo, entendimento e técnica. Isso por um lado é bom, podemos estar com futuros cineastras perdidos por ai.

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¹ Acesso em: 19 de junho de 2013
SCUCATO, André. Captação de Recursos Eletrônicos para Som. CCAA Editora. Unidade 14, pág. 136.  

² Acesso em 19: de junho de 2013
<http://outerspaceoctopus.wordpress.com/2012/08/22/este-parque-jurassico/

Bibliografia:

http://www.adorocinema.com/

http://www.youtube.com/watch?v=qwWvO4UgJiU

http://www.youtube.com/watch?v=1dvIseUdie8

http://toad.com.br/2013/04/10/efeitos-sonoros-de-alguns-dinossauros-de-jurassic-park-sao-na-verdade-sons-de-animais-fazendo-sexo/

http://www.youtube.com/watch?v=yjlCOgBpxpc